11 de Outubro - Dia do Eficiente Físico

"A sociedade não está preparada; a acessibilidade não é perfeita, não é ideal. É ir pra rua e viver. É enfrentar preconceito, falta de estrutura, lugares em que você não vai se sentir bem, vai sentir que não é bem-vindo. E isso dói. Todo ser humano quer viver, quer ser bem recebido, quer qualidade de vida. Mas enfrentar isso é importante, é isso que te torna vivo. Se você não sofre a dor do existir, você também não tem o prazer do viver”.

O relato é da jornalista Carla Maia, que aos 17 anos teve um sangramento espontâneo na medula e, por isso, perdeu os movimentos das pernas e das mãos, hoje ela é considerada tetraplégica. Nesse dia 11 de outubro, data que marca o Dia da Pessoa com Deficiência Física, é importante ouvir relatos como o de Carla, que também foi a primeira atleta com uma tetraplegia, do tênis de mesa paralímpico do Brasil. A limitação física não a impede de trabalhar, viver a sua vida e buscar realizar seus sonhos. “Costumo dizer que sou a primeira em tudo. Eu fui a primeira a tirar uma carteira de motorista oficialmente aqui em Brasília; fui a primeira repórter de um jornal factual; eu fui a primeira atleta com uma tetraplegia do tênis de mesa paralímpico do Brasil, enfim. Eu acho que é não ter medo dos seus sonhos”, comentou.

A luta diária das pessoas com alguma deficiência no Brasil ainda precisa ganhar visibilidade. Observado números nacionais, é possível perceber a relevância do tema. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência, seja do tipo visual, auditiva, motora ou mental/intelectual. Isso corresponde a quase 24% da população no país.

Multiplicam-se as iniciativas de apoio ao deficiente e defesa de seus diretos. A luta de todos nós pelo aumento das condições de acessibilidade nas ruas, calçadas, prédios, pontos turísticos, áreas de lazer, meios de transporte e até no ambiente digital, entre outros, representa um grande exemplo de solidariedade.

O acesso dos deficientes à cidadania, à educação e ao mercado de trabalho, de forma a impedir que suas incapacidades encubram suas habilidades, é também uma questão de respeito ao ser humano. Afinal, somos todos diferentes, mas temos igual direito à dignidade.

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